Archive for Maio, 2008
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Num dia nublado de Outono suburbano recifense, famílias vão às pastagens sentir o orvalho em suas faces. Zézim, de súbito, corre para trás do arvoredo mais próximo e se põe numa posição engraçada, misteriosa, curiosa. O que nos elucida sobre o seu ato é, nada mais, nada menos, do que uma vaca malhada, que sim, senhores, se encontrava no meio daquela mata. Ambos, despejavam sobre a terra e, primordialmente, sobre o ar que teimava em inexplicavelmente não circular, oferendas ao divino. E logo que aquela concentração quase védica tem fim, Zézim volta para perto de seus saltitantes irmãos assim como o sol que volta para elucidar as esperança antes nebulosas.
…E assim, como mágica, da vaca malhada (que havia no meio daquela mata) e de Zézim, surgem respectivamente, um lindo cogumelo e um robusto e apetitoso araçá.
E damos por aberto o coletivo Araçá, afinal:
Diz a lenda, declama o profeta, transpira o livro sagrado:
o araçá é a goiaba coroada. O fruto pungente da criação do homem outrora faminto.
É a última fase do processo criativo da digestão, da fome à
concepção. Mais que isso, araçá soa bem.
Sejam bem vindos.
Add comment Maio 13, 2008


